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Engenharia de software agêntica · getInsight

Método TRACE

Se não dá para rastrear,
não dá para confiar.

O TRACE é o método da getInsight para conectar o que foi pedido ao que foi entregue em projetos de software assistidos por agentes de inteligência artificial. Critérios, contexto, execução, validação e evolução ficam explícitos, com participação humana e uma trilha verificável de decisões.

A IA participa da produção de código, testes e documentação. O método organiza as condições dessa execução, os pontos de revisão e as evidências necessárias para entender e continuar o trabalho.

  1. TargetCritério antes do código
  2. RefineContexto executável
  3. ActRevisão assinada
  4. CheckPortões de qualidade
  5. EvolveContinuidade sem caixa-preta

01 / O método

Cinco etapas.
Uma trilha verificável.

O TRACE organiza o trabalho em cinco etapas conectadas. Cada uma explicita uma decisão, os insumos utilizados e o que precisa estar disponível para prosseguir. Quando uma verificação reprova a entrega, o trabalho retorna para ajuste antes de avançar.

Target

Critério antes do código.

Começamos pela demanda e pelo resultado esperado. O item de backlog é selecionado com o cliente e tem seu escopo delimitado. Antes da implementação, ficam acordados o que será entregue, a qualidade mínima, o prazo e os critérios que determinarão sua aceitação.

Quando houver comparação de desempenho, também se registra a referência de custo e prazo do modelo atual. Essa referência precisa ser identificada como estimativa ou resultado histórico, para que a comparação seja interpretada corretamente.

Pergunta da etapa

O que vamos entregar e como saberemos que foi aceito?

Evidências previstas

item delimitado, critérios de sucesso acordados e referência comparativa, quando aplicável.

Refine

Contexto executável.

A demanda é refinada com participação humana. Requisitos, critérios de aceite e riscos são organizados antes de chegar aos agentes. O contexto inclui as informações de arquitetura e as convenções necessárias para a implementação.

Contexto executável é esse conjunto de informações estruturadas que orienta o trabalho do agente: o problema a resolver, os limites da solução, os padrões a respeitar e as condições de aceitação. Em sistemas existentes, inclui o entendimento das camadas, convenções e restrições do repositório.

Pergunta da etapa

O agente tem contexto suficiente para trabalhar dentro das regras do projeto?

Evidências previstas

requisito refinado ou PRD do item, critérios de aceite, riscos e contexto técnico organizado.

Act

Execução com revisão assinada.

Os agentes atuam na geração de código, testes e documentação a partir do contexto preparado. As saídas passam por um crítico automatizado e por revisão identificada de engenheiro sênior.

O trabalho não termina na resposta do agente. A execução inclui os ajustes decorrentes das revisões e o acompanhamento dos indicadores definidos para o ciclo, como prazo, entregas, cobertura e retrabalho.

Pergunta da etapa

O que foi produzido, o que precisou ser ajustado e quem revisou?

Evidências previstas

código, testes, documentação, apontamentos do crítico e registro da revisão humana.

Check

Portões de qualidade.

O incremento é verificado contra os critérios acordados. O método prevê validação humana das decisões de arquitetura, verificações de segurança e aceite técnico apoiado em evidências.

Uma verificação reprovada devolve o trabalho para correção. O objetivo não é apenas obter código que execute, mas verificar se o que foi produzido corresponde à demanda e à qualidade combinada.

Pergunta da etapa

A entrega atende aos critérios definidos para este projeto?

Evidências previstas

resultados das verificações, decisões de arquitetura, correções solicitadas e registro de aceitação ou rejeição.

Evolve

Handover sem caixa-preta.

A entrega inclui o software no repositório do cliente, a esteira prevista no escopo, a documentação e o racional das decisões. A trilha conecta requisito, contexto e prompts, participação dos agentes, revisões e aprovações.

Handover é a transferência de conhecimento e dos elementos necessários à continuidade do trabalho. Os resultados do ciclo também orientam a conversa sobre os próximos passos, em vez de deixar a evolução dependente de informações que ficaram apenas com o fornecedor.

Pergunta da etapa

O cliente consegue compreender o que recebeu e dar continuidade ao produto?

Evidências previstas

repositório, documentação, esteira, histórico das decisões, resultados do ciclo e transferência de conhecimento.

02 / Mecanismos

O que sustenta o TRACE na prática

01

Contexto executável na entrada

Os agentes não recebem apenas uma tarefa isolada. Arquitetura, convenções, critérios de aceite e riscos compõem o contexto antes da geração de código. A necessidade de negócio e a orientação técnica permanecem distinguíveis e conectadas.

02

Dois portões de revisão

O primeiro portão é automatizado e utiliza critérios do projeto. O segundo é humano: um engenheiro sênior revisa e registra sua participação. A combinação permite usar automação sem tratar a saída do agente como aceita por padrão.

03

Trilha do requisito ao commit

A entrega deve permitir reconstruir o que foi solicitado, qual contexto foi utilizado, o que o agente produziu, quais apontamentos surgiram e quem aprovou. Prompts e decisões relevantes passam a compor os artefatos do projeto, com tratamento compatível com as regras de acesso e informação do cliente.

Pergunta de verificação: Depois da entrega, é possível explicar por que uma decisão foi tomada, quem a aprovou e com base em quê?

03 / Evidências

O que acompanha uma entrega

O TRACE prevê uma trilha de informações que relaciona pedido, execução e verificação. O conjunto concreto de artefatos e suas condições de acesso são definidos para o escopo contratado.

DimensãoExemplos de evidências previstas pelo método
Demanda e critériosItem de backlog, requisito refinado e critérios de aceite.
Contexto e decisõesOrientações de arquitetura, convenções, riscos e racional técnico.
ExecuçãoCódigo, testes, documentação e contexto ou prompts vinculados ao trabalho.
Revisão e qualidadeApontamentos automatizados, revisão humana identificada e resultados das verificações.
Aceite e continuidadeAprovações, relatório do ciclo e elementos de transferência de conhecimento.

A trilha é destinada ao acompanhamento do projeto. Publicar a descrição do método não significa tornar públicos código, prompts, credenciais ou informações dos clientes.

04 / Métricas

Acompanhar a entrega,
não apenas a geração

O acompanhamento previsto no TRACE inclui tempo de entrega, volume de itens concluídos, cobertura de testes e retrabalho. No Sprint Zero, o relatório também relaciona custo e prazo observados à referência comparativa acordada.

Prazo
quanto tempo o item leva entre os marcos definidos para o ciclo.
Entregas
quantos itens foram concluídos e aceitos no período.
Qualidade
resultados de testes, cobertura medida e verificações pactuadas.
Retrabalho
ajustes necessários após revisões e validações.
Custo
informações do ciclo para avaliar a eficiência no contexto do projeto.

Esses indicadores descrevem a operação. Em contratações que adotem métricas de produto, a aferição segue o método e as regras definidos no instrumento contratual, como APF ou SFP, quando aplicáveis. A Portaria 750/2023 distingue a forma de contratar da necessidade de medir as entregas. [1]

Nota de leitura: ganhos observados em um ciclo devem ser apresentados com seu escopo e suas condições. O resultado de um item não é promessa de desempenho para qualquer projeto.

05 / Aplicação inicial

Sprint Zero: aplicar o TRACE a uma demanda real

O Sprint Zero é a proposta de ciclo inicial da getInsight para aplicar o método a um item de backlog delimitado. A estrutura prevista combina entrega de software, métricas do ciclo, diagnóstico de maturidade, desenho operacional e recomendação dos próximos passos.

A execução depende de escopo elegível, acessos definidos, participação de um responsável do cliente e critérios de sucesso acordados antes da implementação.

Greenfield: aplicação sobre a arquitetura de referência Arch In A Box, para demandas novas ou contextos em que sua adoção seja adequada.

Brownfield: aplicação no ambiente existente do cliente, com contextualização das convenções, camadas e restrições relacionadas ao item selecionado.

No Sprint Zero, o contexto abrange o item e seu entorno necessário. Uma adaptação profunda de toda a plataforma não é presumida como parte desse ciclo. Prazo, abrangência e condições são definidos na proposta de cada projeto.

Avaliar uma demanda para o Sprint Zero

06 / Perguntas frequentes

O que você precisa saber

TRACE é uma ferramenta de IA?

Não. É o método que organiza como pessoas, agentes, critérios e evidências participam da entrega. As ferramentas utilizadas fazem parte da execução do projeto; não substituem as etapas do método.

Qual é a diferença entre TRACE e Fábrica de Software Agêntica?

A fábrica é a oferta de serviços. O TRACE documenta como a getInsight organiza a execução: Target, Refine, Act, Check e Evolve. A página da fábrica apresenta a composição e as possibilidades de atuação do serviço.

Os agentes trabalham sem revisão humana?

O método prevê revisão automatizada e revisão identificada de engenheiro sênior, além dos pontos de validação de arquitetura, segurança e aceite. A resposta do agente não encerra, por si só, a entrega.

É necessário substituir a arquitetura que já utilizamos?

A proposta distingue a aplicação Greenfield, sobre a arquitetura de referência, da aplicação Brownfield, no ambiente existente. No segundo caso, a contextualização das convenções e restrições precisa ser considerada no escopo.

O que fica disponível para o cliente?

Conforme o escopo, a entrega prevê código, testes, documentação, esteira e registros das decisões e revisões. A transferência de conhecimento integra o Evolve para apoiar a compreensão e a continuidade do produto.

07 / Setor público

TRACE no setor público

O TRACE encontra respaldo na Portaria SGD/MGI nº 750, de 20 de março de 2023, em sua redação atualizada, que estabelece diretrizes para o uso de inteligência artificial no desenvolvimento, manutenção e sustentação de software no âmbito do SISP. Ao estruturar requisitos, responsabilidades, revisão humana, mensuração e rastreabilidade, o método oferece uma abordagem alinhada a essas diretrizes para aplicação no setor público. [1]

08 / Conversa sobre o contexto

Vamos aplicar o TRACE ao seu contexto?

Conte qual produto, backlog ou ambiente sua organização precisa evoluir. A conversa parte da demanda e das condições de execução, para avaliar uma aplicação inicial do método ou a operação da fábrica.

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